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Analista de desenvolvimento de sistemas
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Analista de desenvolvimento de sistemas lidera contratações de TI

O mercado brasileiro de tecnologia da informação mantém uma ampla base de empregos formais, com destaque para os analistas de desenvolvimento de sistemas. Segundo o Relatório de Regionalização dos Empregos CLT de TIC, publicado pela Brasscom em agosto de 2026 com dados da RAIS e do Caged, essa foi a ocupação de tecnologia com o maior número de vínculos CLT no país ao final de 2025. Em dezembro de 2025, o Brasil contabilizava 252.903 analistas de desenvolvimento de sistemas empregados pelo regime CLT. O número correspondia a 26,8% dos 942.879 vínculos formais em ocupações de TIC considerados pelo levantamento. O estudo analisa profissionais classificados em ocupações de tecnologia independentemente do setor econômico da empresa. Isso significa que os números incluem trabalhadores de TI empregados não apenas por companhias de tecnologia, mas também por bancos, indústrias, varejistas, empresas de serviços e organizações de outros segmentos. Analistas lideram em número de vínculos formais O analista de desenvolvimento de sistemas aparece na primeira posição entre as ocupações de TIC com maior número de empregos CLT no levantamento da Brasscom. Além dos quase 253 mil vínculos existentes ao final de 2025, a ocupação registrou saldo positivo de 6.039 empregos durante o ano. Isso não significa, porém, que tenha sido a ocupação que mais criou vagas em 2025. Entre as cinco principais funções apresentadas pelo estudo, o maior saldo ficou com técnico de apoio ao usuário de informática, com 7.089 empregos gerados no período. No conjunto das ocupações de TIC analisadas, o país encerrou dezembro de 2025 com 942.879 empregos CLT, aproximadamente 19,9 mil a mais do que no ano anterior. A Brasscom também destaca uma mudança importante no mercado: embora o emprego formal continue relevante, parte crescente da expansão do trabalho em tecnologia vem ocorrendo fora do regime CLT. Entre 2023 e 2025, modalidades como pessoa jurídica (PJ) e microempreendedor individual (MEI) apresentaram crescimento superior ao dos vínculos celetistas. O que faz um analista de desenvolvimento de sistemas De acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), do Ministério do Trabalho e Emprego, o analista de desenvolvimento de sistemas integra o grupo dos analistas de tecnologia da informação. Entre suas atribuições estão desenvolver e implantar sistemas informatizados, dimensionar requisitos e funcionalidades, especificar arquiteturas e programas, escolher ferramentas de desenvolvimento e codificar aplicações. Na prática, esses profissionais podem participar de diferentes etapas de um projeto tecnológico, desde a análise das necessidades de uma organização até o desenvolvimento, implantação e evolução dos sistemas utilizados pela empresa. Essa característica permite atuação em diferentes segmentos da economia, já que soluções digitais estão presentes nas operações de organizações de praticamente todos os setores. Formação e competências profissionais Não existe um único percurso de formação obrigatório para toda vaga de analista de desenvolvimento de sistemas. Cursos como Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Ciência da Computação, Sistemas de Informação, Engenharia de Software e outras formações relacionadas à tecnologia são caminhos comuns para profissionais que pretendem atuar na área. Além do conhecimento técnico, o mercado vem valorizando competências como capacidade analítica, comunicação, adaptabilidade, pensamento crítico e visão sistêmica. A necessidade de atualização também é constante. Tecnologias relacionadas à computação em nuvem, inteligência artificial, integração de sistemas e novas arquiteturas de software vêm modificando os conhecimentos exigidos das equipes de desenvolvimento. Salário médio supera R$ 8 mil A remuneração também ajuda a demonstrar a posição ocupada pela profissão no mercado formal de tecnologia. Na tabela nacional da Brasscom referente a dezembro de 2025, o salário médio dos analistas de desenvolvimento de sistemas era de R$ 8.337. O valor está acima da média salarial de R$ 5.888 registrada para o conjunto das ocupações de TIC consideradas pelo relatório. O estudo também analisou a evolução da área de Desenvolvimento de Sistemas, um grupo mais amplo que inclui diferentes ocupações. Nesse recorte, a remuneração média passou de R$ 6.377 em 2021 para R$ 8.692 em agosto de 2025, crescimento aproximado de 36,3%. É importante distinguir os dois indicadores: os R$ 8.337 correspondem especificamente à ocupação de analista de desenvolvimento de sistemas na tabela nacional de dezembro de 2025, enquanto o crescimento de 36,3% diz respeito à área mais ampla de Desenvolvimento de Sistemas analisada pela Brasscom. Desenvolvimento de sistemas concentra empregos em TIC Além de o analista aparecer como a ocupação individual com maior número de vínculos, Desenvolvimento de Sistemas também é a área com maior participação nos empregos formais de TIC, segundo a classificação utilizada pela Brasscom. O relatório relaciona esse desempenho ao avanço da digitalização e à adoção de tecnologias como computação em nuvem e inteligência artificial. Empresas passaram a depender cada vez mais de profissionais capazes de desenvolver soluções, integrar sistemas e participar de projetos tecnológicos. Ao mesmo tempo, o estudo identifica uma desaceleração em relação ao forte crescimento observado nos primeiros anos da década. A Brasscom caracteriza o período entre 2023 e 2025 como uma fase de normalização e consolidação do mercado, com crescimento mais seletivo e maior atenção à qualificação profissional. Perspectivas para o mercado de tecnologia Para 2026, outro levantamento da Brasscom, o Perspectivas do Mercado de Trabalho do Macrossetor TIC, projeta a criação de aproximadamente 33 mil novos empregos formais no conjunto do macrossetor de Tecnologia da Informação e Comunicação até dezembro. A estimativa abrange todo o macrossetor e, portanto, não significa que essas vagas serão destinadas especificamente a analistas de desenvolvimento de sistemas. A maior parcela do crescimento projetado está relacionada às atividades tradicionais de TIC, como software e serviços. Os números mostram que o analista de desenvolvimento de sistemas permanece em posição de destaque no mercado formal brasileiro: é a ocupação de TIC com maior estoque de vínculos CLT entre as analisadas pela Brasscom e apresenta remuneração média superior à média geral das funções de tecnologia. Ao mesmo tempo, a expansão de modalidades de contratação fora da CLT e a maior procura por profissionais qualificados mostram que o mercado está passando por mudanças. Para quem pretende construir carreira na área, acompanhar novas tecnologias e desenvolver competências técnicas e comportamentais continua sendo parte importante da preparação profissional.Negócios & Mercado

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Claude Fable 5 em ambiente de trabalho moderno, com telas exibindo análises de SEO, tráfego e desempenho digital.
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Anthropic’s Claude Fable 5: Novos Limites e Salvaguardas para Uso Empresarial

O retorno do Anthropic’s Claude Fable 5 trouxe mudanças significativas no ecossistema de inteligência artificial corporativa. Segundo o anúncio recente da Anthropic, a plataforma volta a operar sob novos limites de uso e salvaguardas, voltados especialmente para a segurança dos dados e a gestão responsável de grandes volumes de solicitações. A atualização impacta diretamente empresas e profissionais que utilizam a IA para automatizar processos, analisar informações sensíveis e desenvolver soluções inovadoras no ambiente de trabalho. A decisão de reestabelecer Claude Fable 5 com restrições responde a preocupações sobre uso excessivo, privacidade e riscos de vazamento, temas que ganharam destaque à medida que ferramentas generativas se popularizaram no ambiente empresarial. Novas regras: o que muda na prática para empresas O retorno do Claude Fable 5 traz um conjunto de limites diários para solicitações, acompanhados de protocolos de monitoramento reforçados, segundo informações apuradas pelo Search Engine Journal. A empresa passou a restringir o número de prompts que podem ser feitos em determinados períodos por usuário ou por organização, visando evitar sobrecarga nos sistemas e reduzir possíveis vulnerabilidades. Além disso, as novas salvaguardas operam em múltiplos níveis. Foram adotados mecanismos de detecção de padrões anômalos e alertas automáticos caso haja indícios de uso fora do padrão esperado. Esse controle mais rígido busca prevenir abusos, proteger dados sensíveis e garantir que o uso da IA esteja alinhado a políticas de compliance e governança digital, cada vez mais exigidas em ambientes corporativos. Impacto imediato para profissionais que usam IA nas empresas A implantação dos limites pode exigir adaptações na rotina de equipes que dependem de respostas rápidas e frequentes da IA. Com os novos tetos de uso, setores de atendimento, marketing, tecnologia da informação e análise de dados precisarão planejar melhor o fluxo de tarefas envolvendo o Claude Fable 5. Profissionais que utilizam o modelo para geração de relatórios, automação de processos e suporte técnico sentirão a necessidade de otimizar os usos para não atingir rapidamente as cotas diárias estabelecidas. Por outro lado, a Anthropic reforça que a atualização busca proteger o ecossistema corporativo e garantir maior transparência. Empresas passam a contar com relatórios detalhados sobre o emprego da IA, facilitando auditorias internas e o cumprimento de normas regulatórias no tratamento de informações. Contexto e perspectivas do ajuste anunciado pela Anthropic O movimento segue uma tendência observada em grandes empresas de IA, que passaram a rever políticas diante do crescimento exponencial da demanda por assistentes generativos. O Claude Fable 5 já vinha sendo analisado por especialistas do setor, especialmente após relatos de sobrecarga e eventuais falhas de segurança em versões anteriores. Com as novas regras, o modelo é reposicionado como uma solução robusta, mas mais controlada e transparente para o ambiente empresarial. A limitação de uso e o reforço das salvaguardas são apontados por analistas como um ajuste necessário ao cenário atual, em que a regulação sobre IA se intensifica globalmente. O desafio para empresas e profissionais será equilibrar produtividade e segurança, aproveitando as capacidades do Claude Fable 5 dentro dos novos parâmetros definidos pela Anthropic.Negócios & Mercado

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Profissional analisa gráficos sobre custos de tokens de inteligência artificial em ambiente com servidores e painéis digitais.
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O custo invisível dos tokens: por que a conta da IA não para de subir

O uso massivo de inteligência artificial tem impulsionado uma corrida tecnológica sem precedentes. Por trás da popularização de sistemas como ChatGPT e outros modelos de linguagem, está um fator pouco discutido: o custo invisível dos tokens, unidades que representam palavras ou partes de palavras processadas pelos algoritmos. Especialistas apontam que, à medida que a demanda por IA cresce, a conta para empresas e usuários finais tende a aumentar, levantando discussões sobre sustentabilidade financeira e tecnológica no setor. Na prática, cada interação com uma IA demanda processamento intensivo, e isso envolve a leitura e geração de milhares, ou até milhões, de tokens por dia. O reflexo aparece diretamente nos custos operacionais das empresas desenvolvedoras desses sistemas, que precisam de infraestrutura robusta, energia e servidores de alta performance para lidar com o volume crescente de requisições. Esse cenário já provoca impacto perceptível nos preços de serviços baseados em IA, além de pressionar startups e gigantes do setor a repensarem seus modelos de negócio. Custos se acumulam com avanço da IA A questão dos tokens cobre mais do que apenas despesas computacionais. Empresas de tecnologia enfrentam gastos constantes com licenciamento de hardware, atualização de softwares e contratação de especialistas para manter a operação em escala. Segundo análises do setor, o aumento regular no uso de IA generativa força uma escalada de investimentos, e o valor de cada token processado reflete, indiretamente, no preço final de muitas soluções tecnológicas disponíveis no mercado. Além disso, o custo invisível dos tokens muitas vezes não aparece detalhado para o usuário comum, mas está embutido em assinaturas, tarifas ou limitações de acesso. Com a popularização das ferramentas de IA em diversos segmentos, desde atendimento automatizado até produção de conteúdo, a expectativa é que empresas busquem formas de repassar parte desse encargo para o consumidor, seja por meio de taxas adicionais ou planos diferenciados. Debate sobre transparência e sustentabilidade A discussão sobre o custo dos tokens também expõe um desafio maior: a transparência no setor de inteligência artificial. Organizações e especialistas do segmento destacam a necessidade de tornar mais claros os custos operacionais envolvidos no uso de IA, para evitar surpresas e permitir decisões informadas por parte de desenvolvedores e clientes. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com a viabilidade sustentável dessa tecnologia, já que a infraestrutura necessária para manter modelos em larga escala consome recursos significativos de energia e materiais. No curto prazo, o cenário aponta para uma revisão de estratégias comerciais e técnicas, com empresas avaliando não apenas o valor percebido das soluções de IA, mas também a eficiência no uso de recursos e a capacidade de escalar seus produtos sem inviabilizar o negócio. Para o público interessado em tecnologia e inovação, acompanhar a evolução desse debate é fundamental para entender o verdadeiro impacto da inteligência artificial no cotidiano e nas finanças do setor.Negócios & Mercado

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Homem analisando recibos médicos e documentos do imposto de renda 2026 em uma mesa de escritório, com notebook, calculadora e estetoscópio ao lado.
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Despesas médicas no imposto de renda 2026: o que pode deduzir

A Receita Federal mantém regras específicas para a dedução de despesas médicas no imposto de renda 2026, um tema que traz dúvidas recorrentes para contribuintes e especialistas. A possibilidade de abater gastos com saúde é vista como um importante benefício, especialmente para famílias com pacientes em tratamento ou pessoas que realizaram procedimentos de maior valor. No entanto, nem todo desembolso relacionado à saúde pode ser utilizado para reduzir o valor a pagar ou aumentar a restituição, o que torna fundamental compreender os critérios oficiais para a declaração em 2026. Procurar informações confiáveis é essencial para evitar erros que podem levar o contribuinte à malha fina. Mesmo despesas consideradas frequentes nem sempre são aceitas pela Receita, o que reforça a necessidade de atenção na hora de preencher a declaração. O que pode e o que não pode ser deduzido A legislação brasileira permite a dedução de uma série de despesas médicas no imposto de renda 2026, desde que comprovadas por documentos fiscais válidos, como recibos e notas emitidas por profissionais ou clínicas devidamente registrados. Entre os itens aceitos estão consultas, exames laboratoriais e de imagem, internações hospitalares, planos de saúde, tratamentos odontológicos e sessões com psicólogos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos, desde que realizados por profissionais habilitados. Por outro lado, gastos com medicamentos adquiridos em farmácias, mesmo se prescritos durante atendimento médico ou hospitalar, não são passíveis de dedução. A regra vale também para procedimentos meramente estéticos, vacinas, óculos, lentes de contato e despesas com acompanhantes não incluídos em contas hospitalares. O entendimento da Receita Federal busca limitar a dedução a tratamentos que tenham relação direta e comprovada com a saúde do contribuinte ou de seus dependentes. Documentação e critérios exigidos pela Receita Federal Para que a dedução seja aceita, é essencial a apresentação de documentos que detalhem o serviço prestado, o nome do paciente, o valor e a identificação do profissional ou instituição responsável. A ausência de recibos adequados ou informações incompletas pode motivar questionamentos e, em alguns casos, retenção da declaração para análise. Segundo a Receita Federal, despesas informadas sem comprovação podem ser glosadas, ou seja, desconsideradas, levando à cobrança do imposto devido acrescido de multa e juros. Por isso, é importante guardar os comprovantes por, pelo menos, cinco anos após a entrega da declaração, prazo em que a fiscalização pode ser realizada. A Receita reforça ainda que despesas de dependentes só podem ser deduzidas caso eles estejam devidamente informados na declaração do contribuinte. A inclusão de gastos de terceiros ou de pessoas não enquadradas como dependentes não é permitida. Restituição e impacto financeiro A dedução das despesas médicas pode ter um impacto direto no valor final do imposto devido ou na restituição a receber. Apesar de não haver limite de valor para este tipo de dedução, a Receita Federal verifica com atenção casos em que os gastos informados fogem ao padrão do contribuinte ou apresentam inconsistências com a movimentação financeira declarada. Especialistas apontam que o correto preenchimento dos dados e a seleção criteriosa dos comprovantes são fundamentais para garantir o direito ao abatimento, evitar problemas com o Fisco e aproveitar os benefícios previstos na legislação. O tema segue sendo alvo de dúvidas e discussões, especialmente em anos em que há alterações nas regras ou maior rigor fiscal. Para o exercício de 2026, as orientações mantêm o foco no detalhamento dos gastos e na transparência das informações, aspectos que têm sido enfatizados nas últimas campanhas da Receita Federal.Negócios & Mercado

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Pessoa digitando em notbook com filtro hologramas de gráficos ao representar a Economia brasileira
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Economia brasileira em 2026: inflação, juros e reformas

A economia brasileira se prepara para um cenário decisivo em 2026, quando convergem pressões internas e externas sobre inflação, taxa de juros, câmbio e andamento de reformas estruturais. O contexto eleitoral aumenta a atenção de agentes do mercado e investidores diante do risco político, enquanto projeções apontam para desafios e oportunidades inéditas no país. Especialistas destacam a necessidade de adaptação a um ambiente global incerto e a busca por estabilidade após anos de choques econômicos e mudanças institucionais. Nos próximos meses, o foco dos analistas recai sobre a condução da política monetária e a capacidade do governo em avançar com reformas fiscais e tributárias. O aumento da volatilidade global, aliado a incertezas locais, exige monitoramento constante de indicadores econômicos e possíveis impactos nas estratégias de investimento. Projeções para inflação e juros em 2026 A tendência de desaceleração inflacionária observada em 2024 se mantém sob vigilância para 2026. Segundo o Relatório de Inflação do Banco Central, a expectativa é de inflação próxima ao centro da meta, mas analistas alertam para fatores de risco como repasses de preços internacionais e desvalorização cambial. O cenário internacional, marcado por juros elevados em economias desenvolvidas, influencia a política monetária nacional e limita o espaço para cortes mais intensos na taxa Selic. O consenso de mercado, de acordo com levantamento da Reuters, aponta para juros ainda em patamares elevados em 2026, embora com tendência de redução gradual. Pressões inflacionárias globais e decisões do Federal Reserve (FED) configuram um ambiente de cautela para o Comitê de Política Monetária (Copom). A condução fiscal e o controle do déficit público também permanecem como fatores determinantes para o ritmo de queda dos juros. Impactos do câmbio no ambiente de negócios A volatilidade cambial é outro ponto de atenção no horizonte brasileiro. O real deve seguir sensível a oscilações externas, influência dos preços das commodities e percepção de risco-país. Segundo a Bloomberg Línea, episódios recentes de fuga de capitais e ajustes nas projeções para crescimento global impactaram a taxa de câmbio, tornando previsões de médio prazo mais complexas. A incerteza eleitoral de 2026 pode ampliar a oscilação do real frente ao dólar, sobretudo se aliados à indefinição sobre reformas estruturais. Empresas exportadoras e importadoras avaliam o uso de instrumentos de hedge e diversificação de mercados para mitigar riscos, enquanto investidores estrangeiros mantêm cautela na alocação de recursos no país. Reformas estruturais e risco político O avanço das reformas tributária e administrativa é considerado fundamental para destravar o potencial de crescimento da economia brasileira nos próximos anos. Relatórios do Banco Mundial e do FMI reforçam que a modernização do sistema tributário é um dos principais motores para atração de investimentos, elevação da produtividade e geração de empregos no país. No entanto, o calendário eleitoral e a fragmentação do Congresso Nacional representam obstáculos relevantes para aprovação e implementação dessas medidas. O risco político, intensificado no ciclo pré-eleitoral, permanece no radar de agências de rating e analistas internacionais. A estabilidade institucional será testada diante do debate polarizado, com impacto direto na confiança dos agentes econômicos e na definição das estratégias de investimento. Episódios recentes, como discussões sobre limites do teto de gastos e mudanças em regras fiscais, reacenderam preocupações sobre o compromisso com o equilíbrio das contas públicas. Tendências globais e oportunidades de investimento O ambiente global segue marcado por incertezas associadas à desaceleração do crescimento na China, conflito geopolítico e movimentos de ajuste monetário em economias desenvolvidas. Para o Brasil, setores ligados ao agronegócio, energia renovável e infraestrutura continuam atraindo interesse de investidores, sobretudo diante da demanda internacional por alimentos, transição energética e projetos logísticos. De acordo com análise da Economist Intelligence Unit, oportunidades podem surgir em ativos de renda fixa indexados à inflação e no mercado de ações, especialmente em empresas expostas a tendências globais de sustentabilidade e digitalização. A diversificação de portfólio e o acompanhamento de fundamentos macroeconômicos ganham destaque em um ambiente permeado por riscos, mas também por perspectivas de valorização setorial. Considerações finais O cenário econômico brasileiro em 2026 será determinado pela interação entre política monetária, reformas estruturais e dinâmica política doméstica. A volatilidade do câmbio, a trajetória dos juros e o avanço das reformas compõem o centro do debate para investidores e agentes de mercado. O monitoramento das tendências globais e dos indicadores locais será fundamental para entender os caminhos da economia brasileira e as possíveis oportunidades à frente.Negócios & Mercado

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