MPOX: epidemiologia, sintomas e prevenção em 2026
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 2022, a MPOX, conhecida anteriormente como varíola dos macacos, segue como um desafio de saúde pública mundial. O avanço dos casos, a adaptação viral e a resposta dos sistemas de saúde colocam a MPOX no foco das discussões sobre doenças infecciosas em 2026. Profissionais e estudantes da área enfrentam um cenário dinâmico, marcado por oscilações no perfil epidemiológico, surgimento de novas variantes regionais e evolução das diretrizes clínicas. O cenário atual aponta para uma circulação do vírus mais dispersa e menos concentrada em grupos populacionais específicos, como foi observado durante os surtos de 2022 e 2023. Dados recentes da OMS, CDC e PAHO mostram que, apesar da queda nos números globais em 2025, países da América Latina e regiões da África Central registraram picos localizados, reforçando a importância da vigilância ativa e das campanhas de vacinação. A transmissão, que inicialmente se dava majoritariamente por contato próximo, agora revela nuances com episódios relatados de transmissão comunitária e raros casos por superfícies contaminadas, segundo o CDC. Em relação ao quadro clínico, os sintomas clássicos, como: febre, linfadenopatia e lesões cutâneas características, seguem prevalecidos, mas relatos de manifestações atípicas têm se tornado mais comuns. Estudos publicados no The Lancet e NEJM indicam aumento de casos com sintomas gastrointestinais e complicações neurológicas, desafiando profissionais no diagnóstico diferencial com outras viroses exantemáticas e doenças como varicela e sífilis. O manejo clínico, de acordo com atualizações da European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC), ainda prioriza o isolamento, monitoramento de complicações e uso criterioso de antivirais em situações específicas, principalmente em pacientes imunossuprimidos ou com evolução grave. Quanto ao diagnóstico, a confirmação laboratorial permanece baseada em testes moleculares (PCR), sendo recomendada a coleta de amostras de lesão cutânea. A ampliação da capacidade diagnóstica em países de média e baixa renda foi um dos principais avanços de 2025, conforme relatado pela PAHO, permitindo resposta mais rápida aos surtos regionais. Ainda assim, a subnotificação em áreas de difícil acesso representa desafio para o controle total da doença. A vacinação contra MPOX evoluiu desde a primeira onda de imunização emergencial em 2022. Em 2026, a recomendação internacional prioriza grupos de risco, profissionais de saúde e populações vulneráveis, com novas vacinas de segunda geração mostrando maior eficácia e menor incidência de efeitos adversos, conforme artigo do BMJ e dados da Sanofi. Campanhas de reforço e atualização de esquemas vacinais vêm sendo implementadas em países com maior incidência, enquanto a cobertura vacinal em algumas regiões africanas ainda é considerada baixa. No campo da prevenção, as orientações seguem focadas em educação em saúde, fortalecimento das medidas de higiene, identificação rápida de casos suspeitos e rastreio de contatos próximos. A OMS alerta que o estigma associado ao diagnóstico ainda é um obstáculo para o acesso ao cuidado, exigindo ações específicas para comunicação eficiente e inclusiva. A vigilância genômica ganhou destaque, especialmente diante do surgimento de variantes com potencial de aumento na transmissibilidade, segundo Nature e ResearchGate. Com a chegada de novas variantes e o constante fluxo de viajantes internacionais, a MPOX permanece como pauta prioritária nos fóruns de saúde pública. Autoridades reforçam a necessidade de atualização contínua de protocolos e colaboração entre países para conter possíveis novas ondas. O monitoramento epidemiológico, aliado à capacitação dos profissionais e acesso ampliado à vacinação, compõe a estratégia central para minimizar os impactos da doença em 2026.Saúde & Bem-Estar
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