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Notícia
Redução do peso do saco de cimento
Seconci-SP defende redução do peso do saco de cimento de 50 kg
Reportagem: Divulgação
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São Paulo, 3 maio de 2017 – Uma das formas de mitigação dos problemas causados à saúde dos trabalhadores da construção civil seria a redução do peso dos sacos de cimento, que hoje é de 50 kg. Essa medida, defendida por entidades sindicais, foi endossada pela dra. Norma Araujo, superintendente do Iepac (Instituto de Ensino e Pesquisa Armênio Crestana), doSeconci-SP (Serviço Social da Construção), durante o 1º Encontro sobre o Manuseio do Saco de Cimento e suas Consequências na Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. O evento ocorreu no último dia 27/4, na sede da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado de São Paulo (FETICOM-SP).


A superintendente do Iepac ressaltou que a redução do peso do saco de cimento é importante e fundamental para a diminuição de problemas lombares.  Porém, segundo ela, isoladamente isso não resolverá a questão, por ser necessária uma mudança cultural para que as boas práticas no exercício das atividades sejam realmente efetivas.


A pesquisadora reforçou ser este um problema oriundo de diversos fatores, razão pela qual a estratégia para solucioná-lo não poderá ser centrada em um único item. “É preciso que se busque a diminuição do peso do saco do cimento, mas também que haja uma análise ergonômica para identificar como o trabalhador executa suas tarefas e, a partir desta avaliação, identificar as oportunidades de melhoria naquela atividade; além da implementação de treinamentos que motivem estes profissionais a adotar boas práticas e instrumentos que possibilitem a gestão da saúde”, acrescentou a dra. Norma.


 “Na Inglaterra e em alguns países da comunidade europeia, por exemplo, houve a redução do peso do saco de cimento e, por consequência, a diminuição das doenças osteomusculares. Contudo, o impacto não foi tão grande quanto se esperava. Isso porque as posturas inadequadas dos trabalhadores não mudaram.”

A representante do Seconci-SP apresentou um levantamento realizado a partir dos motivos de afastamento na indústria da construção, que expõe os principais fatores que levam os trabalhadores do ramo a se afastarem de suas atividades. O principal motivo, segundo a pesquisa, são dores lombares – e nas articulações – e inflamações (ombros, juntas, tendão), respondendo por 30,1% dos casos em 2016.

A dra. Norma salientou que, apesar de alarmantes, os dados sobre as principais causas de afastamento apresentam uma tendência de queda. Observando a série histórica entre 2012 e 2015, os incidentes que lideram os motivos de afastamento (dores lombares e nas articulações, e inflamações: ombros, juntas, tendão) caíram de 43% em 2012 para 35% em 2013; 34,5% em 2014; e 34,4% em 2015.

A mesma curva de redução é observada para os casos de afastamento por contusões, entorses, traumatismos e ferimentos, que representam no levantamento a terceira causa que mais impossibilita os operários de continuarem suas atividades. Em 2012, estes problemas responderam por 13% dos casos; em 2013, 10,7%; em 2014, 9,2%; em 2015, 8,5%; e 7,5, em 2016.

O seminário contou ainda com as palestras do procurador do Trabalho de Campinas, dr. Ronaldo José de Lira; do auditor Fiscal, Antônio Pereira do Nascimento e de Nilton Freitas, Representante Regional para América Latina e Caribe da Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira.

Data: 3/5/2017



 
 
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Nº 58 AGOSTO 2015


 
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